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Porto de Galinhas

Passeio

Cavalos-marinhos de Maracaípe

No estuário do rio Maracaípe vivem cavalos-marinhos da espécie Hippocampus reidi, ameaçada. A observação é feita em passeio de jangada pelo mangue.

Atualizado em 5 de outubro de 2026 ✓ Informações verificadas em 5 de outubro de 2026

Tipo
Passeio
Região
Litoral sul do Ipojuca
Acesso gratuito
Não

O estuário do rio Maracaípe, no Pontal de Maracaípe, é um dos lugares mais conhecidos do Brasil para ver cavalos-marinhos na natureza. Segundo a Prefeitura do Ipojuca, é um dos raros lugares do país onde isso é possível no habitat natural. A observação é feita em passeio de jangada pelo rio e pelo mangue.

O animal

A espécie monitorada no litoral sul de Pernambuco é o Hippocampus reidi, o cavalo-marinho-de-focinho-longo. Em abril de 2022, uma publicação do Complexo de Suape sobre o trabalho do Instituto Hippocampus descreveu a espécie como ameaçada de extinção. O Projeto Hippocampus pesquisa os cavalos-marinhos brasileiros e registra três espécies no país: H. reidi, H. patagonicus e H. erectus.

Reportagem do jornal O Povo, de dezembro de 2021, informou que o instituto solta filhotes criados em laboratório em estuários da região, inclusive no rio Maracaípe, e que a pressão do turismo é uma das ameaças à população local. Os números de soltura variam entre as fontes e não são reproduzidos aqui.

Como funciona o passeio

O passeio sai do Pontal de Maracaípe, em jangadas conduzidas por jangadeiros da comunidade. A Prefeitura do Ipojuca cita os passeios de jangada no Pontal como uma das atividades da praia. Em julho de 2017, a Folha de Pernambuco registrou que cerca de 40 famílias de jangadeiros dependiam da observação de cavalos-marinhos como fonte de renda.

Duração, preço e horários variam e não foram encontrados em fonte oficial. Confirme tudo diretamente com os jangadeiros no Pontal antes de embarcar. Nada de avistamento garantido: é bicho selvagem.

Área protegida

O estuário integra a APA Estuarina dos Rios Sirinhaém e Maracaípe, unidade de conservação estadual criada em 1986 e gerida pela CPRH, coberta por manguezal. Em 2017, a prefeitura criou por decreto um Parque Natural Municipal com pouco mais de 15 hectares de mangue junto ao Pontal, com previsão de regras de visitação e de monitoramento dos passeios, segundo a Folha de Pernambuco.

Para quem é

  • Famílias: crianças costumam gostar da observação; mantenha todos sentados e com supervisão.
  • Quem gosta de natureza: é um passeio curto e calmo pelo mangue.
  • Fotógrafos: a luz do fim da tarde no Pontal ajuda, mas respeite a distância dos animais.

Quando ir

As condições do estuário mudam com a maré. Pergunte aos jangadeiros sobre o melhor horário do dia e confira a previsão em tábua de marés de Porto de Galinhas.

Como encaixar no roteiro

Faça o passeio no fim da tarde e fique para o pôr do sol no Pontal. Combina com uma tarde de praia em Maracaípe. Se você gosta de passeios pela natureza, veja também passeios em Porto de Galinhas.

Fotos

Dicas práticas

  • Faça o passeio com jangadeiros locais do Pontal e pergunte como será a observação antes de embarcar.
  • Não toque nos animais e prefira que eles não sejam retirados da água.
  • Fotografe sem flash e sem pedir que o animal seja manuseado.
  • Combine o passeio com o pôr do sol no Pontal.

Perguntas frequentes

Onde ver cavalos-marinhos perto de Porto de Galinhas?

No estuário do rio Maracaípe, no Pontal de Maracaípe, ao sul da vila. A Prefeitura do Ipojuca diz que o Pontal é um dos raros lugares do Brasil onde é possível ver cavalos-marinhos no habitat natural.

Que espécie de cavalo-marinho vive em Maracaípe?

A espécie monitorada na região é o Hippocampus reidi, o cavalo-marinho-de-focinho-longo, descrito em publicação do Complexo de Suape com o Instituto Hippocampus como ameaçado de extinção.

É garantido ver cavalos-marinhos no passeio?

Não. São animais selvagens, e a observação depende da maré, da água e da presença dos animais no dia. Desconfie de promessas de avistamento garantido.

Pode segurar o cavalo-marinho para tirar foto?

Não é recomendado. São animais pequenos e frágeis, e o manuseio causa estresse. Observe de perto, sem tocar, e prefira operadores que não retiram os animais da água.

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